Cabelo cresce, descansa e cai — esse é o ciclo natural de cada fio. Em média, perdemos entre 50 e 100 fios por dia. Isso pode parecer muito (e visualmente, é mesmo), mas faz parte da renovação capilar.
Quando a queda preocupa
Há, porém, momentos em que vale acender o radar:
- Queda intensa que persiste por mais de algumas semanas.
- Afinamento progressivo do cabelo (volume reduzido com o tempo).
- Surgimento de falhas localizadas no couro cabeludo.
- Aparecimento de coceira, descamação ou inflamação no couro cabeludo junto da queda.
- Queda após mudanças bruscas (cirurgias, doenças, dietas restritivas, parto, estresse intenso).
Possíveis causas
As causas de queda capilar são muitas — e por isso a investigação clínica importa tanto. Algumas das mais comuns:
- Eflúvio telógeno: queda difusa, geralmente após um evento (estresse, doença, parto, mudança hormonal).
- Alopecia androgenética: afinamento progressivo, mais comum em determinadas regiões.
- Alopecia areata: queda em forma de falhas circulares.
- Causas internas: deficiências nutricionais, alterações hormonais, alterações da tireoide, anemia.
- Dermatites do couro cabeludo: caspa, seborreia, foliculite.
O que esperar da consulta
A consulta começa pela conversa: histórico, rotina, alimentação, medicamentos, eventos recentes. Em seguida, exame do couro cabeludo, frequentemente com tricoscopia. Em muitos casos, são solicitados exames laboratoriais. O plano de cuidado depende do diagnóstico.
Sobre tempo e expectativa
Cabelo é um tecido que cresce devagar. A maioria dos tratamentos pede meses para mostrar resposta — e consistência conta tanto quanto a indicação correta. Paciência é parte da história.
Resumo
Perder fios não é, por si só, sinal de problema. Mas alguns sinais merecem avaliação. Quanto mais cedo a causa é identificada, mais opções de cuidado existem.