
A pitiríase rósea é uma doença inflamatória da pele, benigna e geralmente autolimitada, ou seja, que melhora sozinha com o tempo. É mais comum em adolescentes e adultos jovens. A causa não é totalmente conhecida, mas há associação com a reativação de vírus da família herpes (os herpesvírus humanos 6 e 7), que não são os mesmos do herpes labial ou genital.
Como ela costuma aparecer
O quadro clássico acontece em duas etapas:
- A mancha-mãe. Surge primeiro uma única mancha maior, rosada ou avermelhada, oval, com uma borda fina descamando. Ela também é chamada de medalhão ou placa-mãe e costuma aparecer no tronco.
- As manchas secundárias. Alguns dias ou semanas depois, aparecem várias manchas menores, rosadas e descamativas, principalmente no tronco, nas costas e na raiz dos braços e das coxas.
Nas costas, as manchas menores costumam se alinhar seguindo as linhas naturais da pele, formando um desenho que lembra os galhos de uma árvore de Natal. Esse padrão ajuda muito no diagnóstico.
Algumas pessoas sentem coceira, que pode ser leve ou incomodar bastante. Antes da mancha-mãe, pode haver um mal-estar leve, parecido com um resfriado.
Quanto tempo dura
Na maioria das pessoas, a pitiríase rósea melhora sozinha em cerca de seis a oito semanas, podendo se estender um pouco mais. Em peles mais escuras, as manchas podem deixar áreas mais claras ou mais escuras por alguns meses, que também tendem a clarear com o tempo.
Costuma acontecer uma única vez na vida. Recorrências são possíveis, mas pouco comuns.
Por que vale confirmar o diagnóstico
Apesar de ter características típicas, outras doenças podem se parecer com a pitiríase rósea, e algumas precisam de tratamento específico. Entre elas estão micoses de pele, psoríase em gotas, reações a medicamentos e a sífilis secundária. Por isso, a avaliação médica é importante, principalmente quando:
- não houve a mancha-mãe ou o quadro é diferente do habitual;
- as manchas aparecem nas palmas das mãos e nas plantas dos pés;
- o quadro dura mais de três meses;
- há outros sintomas, como febre, feridas na boca ou na região genital;
- a pessoa está grávida.
Como é o tratamento
Como a doença costuma melhorar sozinha, o tratamento é voltado para o conforto: controlar a coceira, hidratar a pele e evitar o que irrita, como banhos muito quentes e sabonetes agressivos. Em casos selecionados, o médico pode indicar outras medidas. Não é preciso se isolar.
Perguntas frequentes
Pitiríase rósea é contagiosa?
Ela não é considerada uma doença contagiosa na prática. Não é preciso afastamento da escola ou do trabalho.
Grávida pode ter pitiríase rósea?
Pode. Na gestação, especialmente nos primeiros meses, o quadro deve ser comunicado ao obstetra e avaliado, porque pede acompanhamento mais próximo.
Precisa de exame de sangue?
Nem sempre. O diagnóstico costuma ser clínico. Quando o quadro não é típico, o médico pode pedir exames para descartar outras doenças parecidas, como a sífilis.
As manchas deixam cicatriz?
Não costumam deixar cicatriz. Em algumas peles podem ficar manchas mais claras ou mais escuras temporárias, que melhoram ao longo dos meses.
Referências
- Sociedade Brasileira de Dermatologia: Pitiríase rósea
- American Academy of Dermatology: Pityriasis rosea
- DermNet: Pityriasis rosea
Onde ter uma avaliação: a Dra. Roberta Sayuri atende em consulta nas unidades de Guaianases (São Paulo), aos sábados, e de São José dos Campos, às sextas-feiras. Saiba mais em cuidados com a pele.
Este artigo amplia um conteúdo publicado no Instagram da Dra. Roberta Sayuri.